Tag: infantil

  • Novo site do Cultura Infantil

    Novo site do Cultura Infantil

    O novo site da Cultura Infantil

  • Grafismo infantil: vivências com a arte

    Grafismo infantil: vivências com a arte



    “No que se refere a visualidade, as crianças podem aprender a utilizar diferentes ferramentas, suportes e materiais e experimentar diversas posições espaciais e corporais para desenhar (sentadas, em pé, deitadas de bruços etc.), assim como explorar variadas possibilidades de traçar garatujas, ocupar o espaço com traços emaranhados, riscos, círculos, espirais, de modo bem pessoal. Elas percebem que seus gestos produzem marcas estáveis, os desenhos. (…) As crianças podem aprender a usar novos materiais e ferramentas para explorar objetos e fenômenos que envolvam diferentes possibilidades de cor em seus desenhos e pinturas (…)”



    (OLIVEIRA, 2018, p. 60 e 61)



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  • Atividades da vida cotidiana na educação infantil

    Atividades da vida cotidiana na educação infantil

    No cotidiano há uma riqueza de atividades que são permanentes e as crianças podem ter a oportunidades de fazê-las por si próprias. Essa proposta desenvolve a autonomia, a independência, a autoestima e a autoconfiança, favorecendo as relações consigo mesma e com os outros.

  • As cores nos espaços da educação infantil

    As cores nos espaços da educação infantil

    Essa é uma pequena reflexão em relação a presença das cores nos espaços da educação infantil. Observo que muitas escolas optam por cores primárias ao pintar as paredes e os brinquedos de madeira (deixe natural, trate a madeira!) ou mesmo adquirem os de plástico para o parque e até a areia ganha cor. As cores estão no chão, nos tapetes, nos murais, nos brinquedos e até nas prateleiras revestidas com adesivo plástico estampado, estão por toda parte.

    Talvez este aspecto tenha me chamado a atenção por ter estudado comunicação visual antes da Pedagogia e porque trabalhei em algumas escolas onde já havia certa atenção com a estética do ambiente, o que tornou-se referência para mim.

  • As especificidades do trabalho com projetos na educação infantil

    As especificidades do trabalho com projetos na educação infantil



    Foto: Marcela Chanan

    No mês de junho ofereci um encontro online sobre projetos e foi muito bom retomar e refletir sobre meu percurso. Percebi que desde que comecei a trabalhar com educação infantil tive contato com a metodologia de projetos, mas assim como as concepções de infância, o papel do professor e da escola se renovaram, o projeto também se transformou.

  • Para pensar os materiais e/ou brinquedos na educação infantil

    Para pensar os materiais e/ou brinquedos na educação infantil



    A brincadeira é a maior expressão



    do desenvolvimento humano na infância,



    pois é a expressão livre do que vai na alma da criança.


    Começo do ano letivo, novos grupos, novas experiências, hora de organizar e selecionar materiais e brinquedos para a sala referência. A citação do Froebel nos mostra o quão importante é a brincadeira da criança e os materiais-brinquedos fazem parte deste brincar, portanto é um assunto que precisa ser estudado por toda equipe pedagógica.


    São comuns as práticas fundamentadas, quase que exclusivamente, pelos brinquedos de plástico: há pouca materialidade, muitas personagens do consumo, muito rosa, brinquedos estereótipados, diversos monta-monta de baixa qualidade, e volto a dizer, tudo muito colorido – já escrevi no blog sobre a influência das cores. Os brinquedos de marca e com personagens estimulam o consumismo: as crianças querem porque passou na televisão, porque o amiguinho tem, logo chega outra moda ou novidade e as crianças abandonam o brinquedo por outro.

  • A fotografia como registro pedagógico na educação infantil

    A fotografia como registro pedagógico na educação infantil

    A última vez que escrevi sobre minha relação com a fotografia foi em 2017, ou seja, faz tempo e meu olhar já se transformou, por isso achei interessante retomar esse processo. Neste mesmo ano, iniciei estudos no Instituto Sedes sobre Piscanálise e só por 2018/2019 me dei conta do quanto meus estudos sobre o brincar livre, a cultura infantil, as pedagogias da infância e a pós-graduação em Educação de 0 a 3 anos, influenciaram em meu olhar e contudo, em minhas fotografias.

    Certo dia, me perguntaram "Como você faz parar tirar essas fotos?", em busca de entender melhor meus processos (subjetividade) e fiquei com essa pergunta na cabeça, tentei escrever, mas não consegui, há muita complexidade. Neste último ano, comecei a falar sobre a fotografia como registro pedagógico na perspectiva de compartilhar um pouco o meu olhar em relação ao trabalho com fotografia no fazer docente e ir tornando mais claro meus processos.

    Para começar, sou uma curiosa que se interessa por diversas linguagens da arte e dedica parte da vida a estudar e viver cada uma delas. Meu interesse no campo da fotografia e educação aconteceu durante o percurso como professora, fotografo desde o estágio em 2005, mas com diferentes intenções e finalidades. Conhecer, estudar praticar e apreciar as diversas linguagens da arte, contribui muito para a sensibilização do olhar e a compreensão dos processos criativos que os artistas vivem com suas produções.

    Como a fotografia na educação infantil pode ser contemplada de diferentes formas, meu foco está na construção do olhar, na compreensão da concepção de criança, no autoconhecimento e nas especificidades do ato e do olhar fotográfico, com referências dos dois campos de estudo.

    Acredito que precisamos saber melhor da nossa prática pedagógica (fazeres e saberes), antes de sair clicando tudo, a fotografia não deve se sobrepor ou ser mais importante do que estar com as crianças. Por isso, acho importante trazer alguns fundamentos da educação infantil durante os encontros que realizo com professores(as), pois a questão não é apenas aprender a técnica ou ter a melhor câmera.

    Há quem faça um bom trabalho e lhe falta intimidade com a linguagem fotográfica, há quem tem essa proximidade, mas lhe falta a prática pedagógica. É preciso buscar um equílibrio, pois as práticas (pedagógicas e fotográficas) caminham juntas e tornam-se visíveis por meio dos registros.

    Registro o cotidiano na educação há mais de 10 anos, estudo, troco, compartilho e vejo muita potência, pois é a partir deles que se materializa o acompanhamento do desenvolvimento e das aprendizagens de bebês e crianças na escola e cria-se a documentação, um outro processo mais complexo. Portanto, dizer que a fotografia é um registro pedagógico requer uma concepção muito séria, todos os registros são importantes e revelam a expressão e a subjetividade de cada professor(a). Nesse sentido, o recorta e cola, as cópias, os receituários e os olhares homogêneos são claramente identificados.

    A fotografia não é um simples registro que você clica sem intenção alguma, que monta uma cena, registra uma pose ou um contexto sem sentido. Há a intencionalidade pedagógica e a intencionalidade do que se deseja comunicar por meio da criação de uma imagem. E por mais que se estude sobre fotografia, vale lembrar que não é uma coisa só, existem linhas e teorias distintas.

    A escrita, assim como a fotografia, revela o olhar do professor e todas as escolhas que precisa fazer para organizar os registros e compor a relação texto e imagem. Existem professores mais descritivos, mais poéticos, que entrelaçam mais facilmente vários saberes etc, e todos são válidos, a diversidade de formas de fazer e expressar é enriquecedora para o grupo docente; imagina que tédio todo mundo fazendo igual, por isso também reforço a necessidade de autoria e criatividade docente. Sem passos a seguir, modelos, tabelinhas ou dicas que tanto fazem sucesso. O convite é para subverter a fotografia posada, comprobatória e ilustrativa por registros que façam sentido.

    Esse ano fotografei só um pouquinho, pois trabalhei no presencial e já senti como meu olhar mudou. Estamos sempre em processo, conforme os estudos e as práticas com a fotografia caminham.

    Já escrevi aqui no blog sobre observação e escuta que é de onde vem grande parte da minha inspiração para fotografar. Ano passado, durante a pandemia, comecei fazer algumas oficinas de fotografia para professores, este ano me lancei em me expressar com a fotografia de forma artística: levei meu trabalho com a educação infantil para o campo artístico e recebi um belo de um feedback, surpreendi fotógrafos profissionais e aprendi muito com eles.

    Para quem acompanha meu perfil no instagram o @culturainfantil onde compartilho alguns desses registros fotográficos vai perceber essa mudança, algumas fotos ali são usadas para compor uma documentação em um contexto mais amplo, outras são recortes do cotidiano e outras são totalmente pra mim, pura subjetividade. E para publicação de hoje, escolhi propositalmente, fotos antigas misturadas com outras mais recentes do meu perfil pessoal @olharpraver para dialogar com essa reflexão, para cada um fazer uma leitura bem pessoal. Neste perfil compartilho fotografias do cotidiano de tudo que capta meu olhar desde 2014.

    Para finalizar tem um dado importante e talvez estranho: comecei a fotografar de forma mais expressiva, subjetiva e intencional a partir de pesquisas que eu mesma quis realizar nos espaços onde trabalhei, motivada por estudos e muita curiosidade. Neste ano também ministrei a disciplina Fotografia e Infâncias, como professora convidada da Faculdade Phorte no curso de pós-graduação em Registro e Documentação Pedagógica e um curso de extensão na Escola do Parlamento.

    Não fotografo por obrigação, likes nas redes sociais, burocracia, comprovação, vaidade ou sei lá o quê. Fotografo para mim, tenho um prazer imenso em fazê-lo e as crianças sempre foram o motivo de toda minha dedicação profissional.

    *Todos os direitos autorais das imagens e texto reservados para Marcela Chanan. É proibida sua cópia sem autorização prévia. O compartilhamento da publicação na íntegra diretamente do blog (link e via redes sociais) é livre. E para impressão é obrigatório colocar a referência.

  • Para pensar a sala referência na educação infantil

    Para pensar a sala referência na educação infantil


    Em uma publicação recente, me senti provocada a repensar os
    materiais e/ou brinquedos
    na educação infantil, mas uma outra questão fundamental me trouxe inquietação: a organização, a estética, o mobiliário e a funcionalidade (dentre outros aspectos) que a sala referência precisa oferecer para que as aprendizagens aconteçam com qualidade. A sala é um dos espaços de bem-estar onde bebês e crianças vivem suas experiências. Sala referência? Sim, não existe mais a lógica de aula na educação infantil, então não é sala de aula.


    O espaço deve ser parte do projeto pedagógico: estudado e projetado. Saiba que o
    espaço educa e é nele que a memória busca o que é significativo, o que fica marcado em nossas lembranças. A partir disso, me pergunto:

    Como compor uma sala referência que atenda as necessidades de bebês e crianças?

    Brinquedos e móveis de
    madeira
    www.ateliequeroquero.com.br

  • Contextos na educação infantil: reflexões e possibilidades.

    Contextos na educação infantil: reflexões e possibilidades.

    Não me recordo qual foi a primeira vez que ouvi sobre os contextos na perspectiva de proposições na educação infantil, mas de repente eles invadiram as redes sociais. Tenho acompanhado publicações sobre os contextos de aprendizagem ou de investigação e as perguntas que rondam esse tema são: qual a diferença entre eles? Afinal, o que são? Fiz cursos, pesquisei referências e dialoguei com minha própria prática para chegar no que trago aqui. Porém, é uma breve reflexão que está em processo e reflete o meu entendimento atual sobre o assunto, minhas escolhas e concepções.

    O interesse neste assunto partiu da curiosidade e inquietude em entender melhor essa prática, me senti provocada em indagar o meu fazer: o que ofereço as crianças seria um contexto de investigação? Uma sessão? Um território? Um ateliê? Fiquei incomodada com a possibilidade dos contextos de investigação estarem vinculados apenas a esse tipo de proposta organizada como nas fotos abaixo. Minha base é a cultura do ateliê que considera a escola inteira como espaço de pesquisa, investigação e criação. Tem a estética como um valor importante e um olhar integrado para as aprendizagens.

    Não sou contra os “contextos de investigação”, só acho que a forma como tem sido disseminada não reflete as concepções que acredito, eu mesma faço propostas como os registros abaixo, mas com outra perspectiva. Também prefiro contextos simples e equilibrados sem super produções ou excessos de estímulos visuais, sou básica.

  • O adulto de referência no trabalho com a educação infantil – 0 a 3.

    O adulto de referência no trabalho com a educação infantil – 0 a 3.

    Desde que comecei meus estudos sobre educação na primeira infância, me tornei especialista. Aprofundei meus conhecimentos na abordagem Pikler, fiz cursos em psicanálise e comecei a aplicar a figura do adulto de referência com base na minha própria experiência, analisando se é realmente tão crucial como aprendi que é.

    Minha primeira experiência foi em 2018 e 2019 na educação não formal, trabalhando em espaços brincantes com bebês e crianças pequenas. Durante 2020, enfrentamos a pandemia (modo online), seguido pelo trabalho com um grupo de 3/4 anos em 2021 e como professora volante em 2022. Nessa última função, pude observar o trabalho de outras profissionais na sala do berçário I, composta por três turmas em um único espaço físico, resultando em 21 bebês (7 por professora).

    Nesse cenário, as professoras optaram por não designar uma lista de alunos para cada turma, permitindo que os bebês escolhessem sua referência. Inicialmente achei interessante, mas com o tempo essa abordagem me levou a questionar a importância da escolha do bebê, já que o vínculo se desenvolve naturalmente (assim como a relação materna). Se um bebê escolhe uma professora específica, pode ser porque ela oferece mais atenção, iniciativa de interação ou sensibilidade. O que acontece quando muitos escolhem a mesma professora ou quando uma criança não escolhe? Senti falta de garantir os direitos e a qualidade do atendimento.

    Outro aspecto que me fez refletir foi que, enquanto havia a professora de referência, todas as professoras trocavam fraldas, roupas, davam banho e alimentavam todos os bebês. Isso me deixou confusa e senti a necessidade de vivenciar novas experiências neste contexto da educação infantil, buscando embasamento teórico para aprimorar essa concepção.

    Em 2023, assumi uma turma de berçário II com bebês de 1 a 2 anos e vi uma grande oportunidade, com três agrupamentos em um único espaço físico, totalizando 27 bebês (9 por professora) e 3 professoras por período. Propus adotar o sistema em que cada uma seria a adulta de referência do seu agrupamento, sem rigidez. Deu certo! Em 2024, continuo com o berçário II, desta vez em dupla, com 8 bebês para cada professora. A outra professora aceitou a proposta.

    Não há um livro ou texto específico com todas as respostas sobre trabalhar com o adulto de referência. O que compartilho aqui é uma breve reflexão. Muitas educadoras desejam implementar essa abordagem, mas encontram dificuldades. Espero que essas experiências possam contribuir, destacando a importância da abertura, flexibilidade, estudo, respeito, ética e parceria entre as professoras.

    A leitura do artigo complementa os conhecimentos sobre o assunto, abordando a relação adulto-criança. Meu enfoque pedagógico vai além, integrando estudos de autores como Winnicott, Bolwby, Brazelton, Pikler, Gonzalez-Mena, Goldshmied e Jackson, buscando uma visão holística.

    Da família ao ambiente educativo

    Quando bebês ou crianças pequenas começam no ambiente educativo, é crucial lidar com a separação mãe-bebê ou do cuidador. Isso pode causar estresse, angústia e ansiedade, pois é necessário construir laços diferentes dos familiares, com pelo menos uma professora por período.

    É um momento delicado e desafiador, exigindo acolhimento e sensibilidade. Os bebês e crianças expressam seus sentimentos e a nossa observação é essencial para compreender e atender suas necessidades emocionais, criando um ambiente propício para explorar, aprender e se sentir seguros.

    Aulas especiais de cuidados e emoções

    Ainda é possível implementar o sistema do adulto de referência se você não estiver trabalhando dessa forma!

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