No cotidiano há uma riqueza de atividades que são permanentes e as crianças podem ter a oportunidades de fazê-las por si próprias. Essa proposta desenvolve a autonomia, a independência, a autoestima e a autoconfiança, favorecendo as relações consigo mesma e com os outros.


Movimento Livre: os desafios que habitam o ambiente para bebês e crianças pequenas.

“Liberdad motriz significa permitirle al niño, cualquiera sea su edad, que descubra, pruebe, experimente, ejercite y luego que mantenga o abandone, a lo largo del tiempo todas las formas de movimiento que se le ocurran durante su actividad autónoma (..)” (FEDER, 2014)
Esse é um breve relato de experiência, a partir da convivência cotidiana e da observação do movimento livre de bebês e crianças pequenas (1 a 4 anos) em um espaço de educação não formal.
Os estudos da abordagem Pikler guiam o meu olhar para os bebês e crianças pequenas, conheci a abordagem em um seminário internacional aqui no Brasil (e continuo participando de outros), participei de uma formação em Paris (Association Pikler-Lóczy France) e um aprofundamento na Argentina (Red Pikler Nuestra America). Mantenho os estudos com diversos livros que adquiri em espanhol, troca de saberes, práticas e estudos na área da psicanálise. Há 6 anos reflito sobre esses saberes e compartilho em formações de professores, apresentei esse percurso em diálogo com a abordagem no XI Encontro Nacional e IV Encontro Internacional sobre o Bebê com o painel “Um olhar sensível na prática com a primeiríssima infância”.

Bebê brinca de quê?

“O brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde. O brincar conduz aos relacionamentos grupais […] A serviço da comunicação consigo mesmo e com os outros.” Winnicott
Esse é um relato de experiência sobre o trabalho com bebês de 10 a 18 meses em um espaço de educação não formal.

As cores nos espaços da educação infantil
Essa é uma pequena reflexão em relação a presença das cores nos espaços da educação infantil. Observo que muitas escolas optam por cores primárias ao pintar as paredes e os brinquedos de madeira (deixe natural, trate a madeira!) ou mesmo adquirem os de plástico para o parque e até a areia ganha cor. As cores estão no chão, nos tapetes, nos murais, nos brinquedos e até nas prateleiras revestidas com adesivo plástico estampado, estão por toda parte.
Talvez este aspecto tenha me chamado a atenção por ter estudado comunicação visual antes da Pedagogia e porque trabalhei em algumas escolas onde já havia certa atenção com a estética do ambiente, o que tornou-se referência para mim.

Desformar, reformar, transformar: ser professora-formadora.
Desformar, reformar, transformar: ser professora-formadora.

Crianças e livros: um encontro de potências.

Entre 2018 e 2019 tive duas experiências de trabalho com grupos de bebês e crianças pequenas (1 a 3 anos ), que me despertaram o olhar para a relação das crianças com os livros no ambiente educativo, sobre o que acontecia nesse encontro.
Ler para bebês é algo encantador! Um som, um balbucio, um olhar, um sorriso, um movimento, pode revelar o quanto eles já conhecem aquela história e as emoções que os envolvem. Se atentam as ilustrações, a voz, ritmos e melodias – as palavras que rimam e repetições. Se mostram animados, alegres e desejantes de manusear o livro.
Depois de algum tempo com experiências de leitura mediada, observei que os bebês buscavam os livros com frequência na biblioteca da sala: alguns olhavam para todos os títulos antes de escolher um, outros já sabiam qual pegar. Exploravam em pé, deitados, sentados, seguravam de diferentes formas, balbuciavam e apontavam para imagens, chegavam tão perto que pareciam querer entrar no livro. Também ouviam histórias contadas pelos maiores (3 anos), escolhiam alguma para eu contar e era só começar para que todos se aproximassem.

Essa biblioteca se renovava de tempos em tempos. Tínhamos um bom acervo, porém disponibilizávamos poucos por vez para conseguirmos mediar esse uso.
Havia um grande interesse por leitura e manuseio dos livros. As crianças me procuravam diversas vezes ao dia para ler e também se colocavam como leitoras. Assim como para os bebês, ler para as crianças pequenas me ajudou a formar um vínculo emocional seguro e de confiança. Talvez tenham percebido meu encanto, disponibilidade e até diversão com a leitura, e se aproximavam cada vez mais.
Depois de algum tempo com experiências de leitura mediada, observei que os bebês buscavam os livros com frequência na biblioteca da sala: alguns olhavam para todos os títulos antes de escolher um, outros já sabiam qual pegar. Exploravam em pé, deitados, sentados, seguravam de diferentes formas, balbuciavam e apontavam para imagens, chegavam tão perto que pareciam querer entrar no livro. Também ouviam histórias contadas pelos maiores (3 anos), escolhiam alguma para eu contar e era só começar para que todos se aproximassem.

Essa biblioteca se renovava de tempos em tempos. Tínhamos um bom acervo, porém disponibilizávamos poucos por vez para conseguirmos mediar esse uso.
Havia um grande interesse por leitura e manuseio dos livros. As crianças me procuravam diversas vezes ao dia para ler e também se colocavam como leitoras. Assim como para os bebês, ler para as crianças pequenas me ajudou a formar um vínculo emocional seguro e de confiança. Talvez tenham percebido meu encanto, disponibilidade e até diversão com a leitura, e se aproximavam cada vez mais.
Depois de algum tempo com experiências de leitura mediada, observei que os bebês buscavam os livros com frequência na biblioteca da sala: alguns olhavam para todos os títulos antes de escolher um, outros já sabiam qual pegar. Exploravam em pé, deitados, sentados, seguravam de diferentes formas, balbuciavam e apontavam para imagens, chegavam tão perto que pareciam querer entrar no livro. Também ouviam histórias contadas pelos maiores (3 anos), escolhiam alguma para eu contar e era só começar para que todos se aproximassem.

Essa biblioteca se renovava de tempos em tempos. Tínhamos um bom

As especificidades do trabalho com projetos na educação infantil

No mês de junho ofereci um encontro online sobre projetos e foi muito bom retomar e refletir sobre meu percurso. Percebi que desde que comecei a trabalhar com educação infantil tive contato com a metodologia de projetos, mas assim como as concepções de infância, o papel do professor e da escola se renovaram, o projeto também se transformou.

Escuta e infância: viver o cotidiano sensível.

Viver o cotidiano sensível com bebês e crianças é estar presente, inteiro, disponível, atento, curioso, interessado, em busca. Aberto ao inesperado, as sutilezas, as miudezas, as metáforas e a tantas outras especificidades de ser educador(a) da infância. Maravilhar-se com a potência das crianças que nos ensinam diariamente.

Pesquisas de uma professora-fotógrafa durante a pandemia.
De repente quarentena e me vi em uma pandemia, sem poder sair de casa. Para quem gosta de fotografar cenas do cotidiano esse foi um momento de reinventar-se.
No começo não me dei conta, fotografei em casa e entre uma saída e outra para ir ao mercado. Passei a “olhar com outros olhos” minha própria casa e ressignificar o cenário: as plantas da sala e do jardim, as luzes e sombras que se formam nos diferentes horários do dia, o céu de diferentes cores da janela do meu quarto, as experiências com materiais naturais, dentre outras coisas, tornaram-se fonte de pesquisa.
Era só falar em mercado que eu já estava preparada com o celular. Embora sempre encontre algo diferente nos mesmos caminhos, as paisagens começaram a ficar sem novidade, porque até as caminhadas para atividade física não podiam mais acontecer. Comecei a sentir falta das saídas, surgiu um vazio, uma necessidade de fotografar além…como um impulso interno de CRIAR algo novo em meio a essa situação.

Para pensar os materiais e/ou brinquedos na educação infantil
A brincadeira é a maior expressão
do desenvolvimento humano na infância,
pois é a expressão livre do que vai na alma da criança.
Começo do ano letivo, novos grupos, novas experiências, hora de organizar e selecionar materiais e brinquedos para a sala referência. A citação do Froebel nos mostra o quão importante é a brincadeira da criança e os materiais-brinquedos fazem parte deste brincar, portanto é um assunto que precisa ser estudado por toda equipe pedagógica.
São comuns as práticas fundamentadas, quase que exclusivamente, pelos brinquedos de plástico: há pouca materialidade, muitas personagens do consumo, muito rosa, brinquedos estereótipados, diversos monta-monta de baixa qualidade, e volto a dizer, tudo muito colorido – já escrevi no blog sobre a influência das cores. Os brinquedos de marca e com personagens estimulam o consumismo: as crianças querem porque passou na televisão, porque o amiguinho tem, logo chega outra moda ou novidade e as crianças abandonam o brinquedo por outro.
