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  • CARTAS A POVOS DISTANTES

    CARTAS A POVOS DISTANTES

    Quem mais ama escrever e receber cartas? Desde pequena, sempre gostei de enviar cartas para as amigas. Escrevia em papel de carta, colava o selo, ia ao correio… Era uma festa! E depois aquela ansiedade gostosa de esperar a resposta. Como era bom e divertido!

    Hoje em dia, com a tecnologia, as cartas ficaram obsoletas, mas nada substitui receber um carinho em forma de papel. E por falar em cartas, acabei de ler um livro maravilhoso da Editora Paulinas: “Cartas a povos distantes”, que já encanta pela capa, pelas cores, pelo formato e pela beleza!

    Escrito por Fábio Monteiro e ilustrado por Simone Matias, o livro conta a história de Giramundo, um menino que morava em São Paulo, conhecia todos os livros de geografia e de cartografia e adorava falar em línguas que não existiam. Até que um dia, ele recebeu uma carta muito estranha! No destinatário, apenas Giramundo (sim, era ele mesmo); mas o remetente continha um endereço de Angola, na África, e não havia um nome, apenas: “um novo amigo”. E dentro do envelope, somente a data e o local de origem.

    Mas o que seria isso? Quem havia mandado uma carta sem qualquer assunto e sem se identificar? Giramundo ficou sem entender nada. No mundo atual, com a tecnologia, não seria mais fácil usar o telefone ou enviar um telegrama? Ele pensou, pensou… Mas a sua curiosidade era tão grande que ele resolveu escrever uma resposta para esse novo amigo.

    Pegou um papel, escreveu apenas oi e logo enviou para o remetente. Será que ia receber uma resposta? Será que eles se tornariam amigos?

    Os dias passaram até que chegou a tão esperada resposta… E uma surpresa: a carta tinha conteúdo e nome daquele que a enviou: Giramundo! Sim, era um outro Giramundo que morava a quilômetros de distância. Como isso é possível?

    E foi assim que a troca de cartas começou… Muitas coisas ainda vão acontecer nesse livro… E vou dizer uma coisa: a história é incrível e muito emocionante! O autor consegue nos levar por uma viagem entre cartas, memórias, amizades e muito mais! Estou encantada por esse livro! Tenho certeza que você também ficará!

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  • A MINHOCA E O SABIÁ

    A MINHOCA E O SABIÁ

    Já imaginou seu filho poder brincar durante a leitura de um livro? Essa é a proposta do livro “A minhoca e o sabiá”, da Editora Asinha.

    Escrito por Mario Tessari e ilustrado por Renata Ramos, o livro nos leva a uma reflexão sobre os ciclos da natureza e a relação entre os sabiás e as minhocas. Durante o inverno, o sabiá sofria com o frio e com a falta de alimento, pois os mosquitos sumiam e as frutas eram poucas. Já as minhocas gostavam desse clima, afinal, havia uma grande quantidade de folhas secas no chão que aqueciam os túneis embaixo da terra.

    Até aí, a relação entre sabiás e minhocas estava tranquila. Mas você sabia que os sabiás adoram comer minhocas? E que eles ficam de olho só esperando elas saírem dos seus túneis? Pois é… As minhocas precisam sair para respirar, e os sabiás precisam se alimentar… Você já imaginou como termina essa história?

    O mais legal desse livro é que, além de aprender sobre a natureza e seus ciclos, as crianças podem colorir todas as ilustrações e contar a história do seu jeitinho! Eu fiquei encantada com os desenhos da Renata Ramos. Já conhecia as ilustrações dela por meio de alguns outros livros como “Orelhinha, Orelhão” e “Leda e Lili”, ambos da Editora InVerso, e são sempre leves e lindas! E agora ainda podemos colori-las! Demais, não é mesmo?

    Então, que tal aproveitar que as férias estão chegando e entreter as crianças com uma leitura educativa e usar muitas cores para dar vida a esse livro? Aqui em casa já começamos a colorir e está sendo muito legal!

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  • MÚSICA E DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

    MÚSICA E DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

    Música melhora o desenvolvimento escolar dos estudantes, apontam pesquisas

    Musicalidade contribui para a formação de seres humanos integrais e comprometidos com transformação positiva na sociedade, afirma a mestre da Lumiar, Danielle Bambace

    A música é uma grande aliada no desenvolvimento da educação, principalmente para as crianças, e diferentes estudos apontam que a música contribui efetivamente para melhorar o desempenho escolar. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto ABCD, com crianças de 8 a 10 anos de idade que apresentavam dificuldades de leitura e aprendizado, mostrou que frequentar aulas de música melhorou as notas de português, de matemática e o desenvolvimento da leitura, conforme publicação da Sociedade Artística Brasileira. Outra pesquisa, da revista Psychological Science, revelou que aulas de piano e de voz para crianças de 6 anos resultaram no aumento do quociente de inteligência (QI).

    A música contribui para o desenvolvimento psicomotor, sócio afetivo, cognitivo, linguístico, facilita a aprendizagem e a construção do conhecimento. Também favorece o raciocínio lógico, a sensibilidade, a criatividade e a imaginação, além de promover consciência corporal, a autoestima das crianças e a saúde emocional. De acordo com o pensador Jean Piaget, a música ainda facilita o aprendizado de regras sociais.

    Para a musicista Danielle Bambace, mestre de música da Escola Lumiar, a música é uma prática de grande importância no desenvolvimento humano antes mesmo do nascimento. “A escuta, a sensorialidade, a expressão e sua interpretação são essenciais na formação de seres humanos integrais e comprometidos com uma transformação positiva na sociedade”, afirma. Entre os 6 e 8 anos, a prática musical possibilita o reconhecimento da identidade e de habilidades pessoais, e também de integração e participação comunitária.

    Danielle coordena o projeto “Ler o mundo pela música: práticas musicais para a alfabetização”, na Lumiar Morumbi, que trabalha a partir da lógica transdisciplinar, inclusiva e de desenvolvimento integral da educação. “O processo de aprendizagem é construído a partir de habilidades e conteúdos diversos, que permitem a ação com os estudantes sempre ao centro”, alega. Segundo ela, a prática de múltiplas linguagens artísticas, compreensão de textos curtos, expressar-se musicalmente, ser cooperativo, reconhecer, respeitar e valorizar a diversidade étnica e aceitar desafios são algumas das características embutidas na vivência do projeto.

    As temáticas do repertório permitem a conexão com conteúdos presentes no imaginário infantil e também com os que estão presentes no reconhecimento do mundo, nas ações do cotidiano e na diversidade cultural. “A música possibilita relações e aprendizagens a partir do som, da rima, do cantar, ler, reler e escrever a música, aspectos tão presentes e oportunos para a alfabetização”, afirma a mestre, que desenvolve o projeto com a assistente Carolina Garbelotto.

    Fórum Internacional 

    Com esse trabalho, Danielle e Carolina foram selecionadas para participar do XXVII Fórum Latino-Americano de Educação Musical (Fladem), entre os dias 10 e 14 de outubro, em Valparaíso, no Chile. O Fórum, criado em 1995, é uma instituição autônoma que engloba educadores musicais de dezoito países da América Latina para buscar a promoção, o fortalecimento e a valorização de suas práticas pedagógicas. O projeto  “Ler o mundo pela música: práticas musicais para a alfabetização” será apresentado como comunicação oral no espaço “Investigaciones, estudios y proyectos”, em datas e horários a serem definidos.

    A mestre conta que Os Limõezinhos são um grupo do Ensino Fundamental 1 da Lumiar Morumbi que tem muito interesse pela música, característica observada e estimulada pelas educadoras. “Compreender textos curtos é uma habilidade a ser desenvolvida neste ciclo e a alfabetização é parte essencial dos conteúdos previstos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse contexto, a união de interesse, habilidades e conteúdos a serem conquistados oportunizou um trabalho de utilização de músicas como ferramenta para encontros, explica.

    O trabalho está sendo realizado desde o início do ano letivo, em diferentes projetos e oficinas, com a mesma prática. Os estudantes conhecem uma música, escolhida pelas educadoras ou proposta por eles, e dão início a diferentes propostas que direcionam para a leitura e a escrita. Danielle conta que as práticas envolvem a identificação de letras, diferenciação de vogais e consoantes e suas possíveis combinações, reconhecimento, classificação e separação silábica e ampliação de vocabulário.

    “Todas as práticas consideram a multietariedade e a transdisciplinaridade, bases essenciais da pedagogia Lumiar”, comenta a mestre. A proposta inclui ainda a apropriação do espaço escolar, já que o grupo canta o repertório adquirido em áreas externas, como pátio, solário e biblioteca. “Isso cria um ambiente convidativo para outros grupos que, por vezes, também se juntam aos Limõezinhos”, diz. O repertório trabalhado até o início do segundo semestre inclui músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Palavra Cantada, Grupo Trii, Nhanbuzim, Luiz Gonzaga, Cartola, canções indígena, do folclore mineiro e de ninar africana.

    Danielle comenta que a participação no Fladem fortalece e valoriza práticas pedagógicas em educação musical, refletindo a identidade sócio-político-cultural desses países. “O Seminário anual traz a Educação Musical como um direito do ser humano, a partir de elementos culturais latinoamericanos das diversas identidades locais e da identidade do povo latinoamericano como um todo”, aponta. Segundo ela, participar do evento representa uma oportunidade de aprendizado. “A seleção do nosso projeto é resultado de um trabalho coletivo, integrado à comunidade e totalmente conectado aos interesses dos estudantes”, defende.

    Sobre a Escola Lumiar – Fundada em 2003, a Escola Lumiar surgiu como uma iniciativa de educadores de vanguarda para transformar a educação. Através de uma metodologia que prioriza a autonomia e a individualidade de cada estudante, o aprendizado se fundamenta em seis pilares: tutores e mestres; currículo em Mosaico; aprendizagem ativa; avaliação integrada; possibilidade de multietariedade e gestão participativa.

    Assessoria de Imprensa: Betini Comunicação

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  • PETS E A CHEGADA DO BEBÊ

    PETS E A CHEGADA DO BEBÊ

    Cegonha à vista: 5 maneiras de adaptar os pets à nova rotina da casa com a chegada do bebê

    Conciliar necessidades do bichinho às mudanças de ambiente, cheiros e comportamentos da casa ajuda a manter a convivência saudável e segura

    A chegada de um novo bebê na família é sempre motivo para comemorar. Ao mesmo tempo, é uma fase que demanda muita atenção e dedicação. Por isso, a rotina deve se manter o mais equilibrada possível para que esse momento seja tranquilo para todos — inclusive para os pets, que podem estranhar a presença de um novo membro e a mudança do cenário com o qual está acostumado.

    “Os tutores vão estar um pouco mais sobrecarregados antes, durante e após a gestação, então é comum que a atenção se volte para o bebê. Porém, é importante se atentar para não fazer mudanças bruscas na rotina, passando a isolar o bichinho repentinamente”, comenta Marina Meireles, veterinária comportamentalista no Nouvet, centro veterinário de São Paulo. “É essencial que a família implemente práticas que o acolham e o façam se acostumar às mudanças que estão acontecendo. Assim, o pet pode criar uma relação de afeto saudável com o novo membro”, explica.

    A especialista reforça a atenção para os sinais de desconforto que o pet pode apresentar em relação às mudanças: se ele está fazendo suas necessidades onde não costuma fazer; se deixa de comer; se está se mostrando ciumento; se busca ficar mais isolado, ou mesmo se procura mais a atenção dos tutores. Todos esses fatores devem ser observados e apresentados a um veterinário comportamental para entender a melhor forma de resolver, de preferência, antes da chegada do recém-nascido.

    A veterinária indica cinco técnicas para harmonizar a convivência dos pets com o bebê. Confira:

    Acostumar o pet aos cheiros e novos objetos

    Este é um passo crucial na adaptação do pet ao bebê, e que pode inclusive prevenir problemas comportamentais e facilitar que a introdução do novo membro da família seja harmoniosa. As mudanças na casa, por menores que sejam, já são sentidas pelos pets. Ao construir o novo quarto, por exemplo, explore tê-lo por perto para que ele participe dos arranjos e vá se acostumando com os novos móveis e brinquedos. Existem treinos que podem e devem ser realizados nesse período, como a habituação ao som de choro de bebê, utilizando áudios prontos na internet, por exemplo.

    Apresentar o bebê ao pet

    Passo fundamental para construir uma relação tranquila com os bichinhos, apresentar o novo membro de forma tranquila e confiante passa a mensagem de segurança para o pet. É importante que as primeiras interações sejam breves, aumentando o tempo gradualmente, de forma a respeitar os limites do animal e sempre com a supervisão dos tutores. De início, o contato pode ser indireto, permitindo contato visual, mas sem contato físico.

    Além disso, os tutores podem oferecer itens que tenham o cheiro do bebê ao pet, para que ele se acostume aos poucos com os novos estímulos. É crucial que o pet não seja forçado a nada, ou seja, a interação só deve acontecer caso ele demonstre interesse.

    Reforçar o enriquecimento ambiental

    Os dias após o nascimento do bebê poderão ser agitados, e durante esse começo é importante manter a rotina que se tinha com o pet, dentro do possível. Para isso, visando afastar o possível estresse e tédio que ele pode sentir, é interessante reforçar o enriquecimento ambiental com comedouros interativos, brincadeiras, entre outros, para que o bichinho gaste energia. No caso de cães, os passeios mais frequentes são uma ótima opção.

    Fortalecer a relação

    Com atenção voltada para o novo ser dentro de casa, é importante destinar um tempo ao longo do dia para interagir com os pets. Converse com ele, faça carinhos e dê a atenção necessária para que o relacionamento se mantenha firme e a confiança estabilizada.

    Check-up, sempre

    Apesar de não ser uma técnica direta para a convivência entre o bebê e o pet, o check-up é um passo fundamental na relação entre os dois. Isso porque as consultas periódicas antes de a criança nascer e depois, quando ela faz parte do convívio, ajudam a controlar doenças e pulgas, e mantém as vacinas em dia.

    Também é um momento especial dedicado ao pet para avaliar sua saúde mental e comportamentos frente às mudanças.

    Sobre o Nouvet

     Nouvet é um centro veterinário com nível hospitalar de excelência, localizado no tradicional bairro dos Jardins, em São Paulo. Com atendimento 24 horas, a clínica abrange diversas vertentes de acolhimento às necessidades dos pets, como veterinários especialistas, centro estético e escola. Pensada para inovar e atingir o nível de excelência da medicina humana, o Nouvet conta com tecnologias de ponta para atender de forma premium o animal, acompanhado de seus respectivos tutores.

    Assessoria de Imprensa: NoAr

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  • INVERNO E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

    INVERNO E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

    Otorrino alerta sobre doenças infantis no outono/inverno

    Do resfriado à pneumonia, médica conta quais são os indícios de que é preciso buscar ajuda médica

    Com os dias mais frios e o ar mais seco, a tendência é buscarmos cada vez mais ambientes fechados e aconchegantes. O grande problema é que esse tipo de ambiente é propício para a propagação de diferentes doenças típicas da estação. Dra. Maura Neves Otorrino da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial – ABORL-CCF explica que as crianças, mais vulneráveis, são as mais acometidas por doenças como:

    • Asma: caracterizada por espasmo da musculatura dos brônquios, que causa dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram de noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e às mudanças climáticas. Desta maneira, a asma é causada por fatores alérgicos ou irritativos na via respiratória.
    • Bronquiolite: infecção viral dos bronquíolos, que tem início do quadro com leve resfriado, que progride após 2 a 3 dias com chiado no peito, tosse, fadiga respiratória, cianose e febre. A infecção apresenta graus variáveis de gravidade: de leve a severa, necessitando de internação em UTI. O principal causador é o vírus sincicial respiratório.
    • Resfriado: coriza, espirros, obstrução nasal, dor de garganta, tosse e rouquidão são os sintomas da doença, que é causada por vírus. Duração de 3 a 7 dias.
    • Gripe: os sintomas dos resfriados são acompanhados de febre e são causados por vírus. Duração de 3 a 7 dias.
    • Pneumonia: infecção bacteriana ou viral no pulmão. Causa tosse, falta de ar, dor torácica e febre. Pode ocorrer tosse com expectoração.
    • Sinusite: infecção viral ou bacteriana dos seios da face. Causa sempre obstrução nasal e secreção amarelada (critérios diagnósticos maiores). Alguns pacientes podem apresentar dor de cabeça, dor nos dentes superiores, tosse e febre.
    • Rinite: causa alérgica ou irritativa. Os sintomas são obstrução nasal, coriza clara, espirros e coceira (nariz, céu da boca, olhos, ouvidos).
    • Otite: infecção bacteriana da orelha média. Causa dor de ouvido, altercação auditiva e febre. Em alguns pacientes pode ocorrer ruptura timpânica com saída de secreção.

    E quando a criança sofre com algum dos problemas acima, os pais entram em desespero. A médica orienta os pais sobre como agir.

    Quando se deve procurar um médico?

    Dra. Maura: Sugiro sempre procurar um profissional nos quadros infecciosos. Quadros alérgicos, já orientados em consulta, podem iniciar tratamento em casa. Caso ocorra agravamento ou prolongamento dos sintomas, além de presença de algum sinal não habitual, o paciente deve ser avaliado novamente.

    Por que as doenças respiratórias são tão frequentes durante o outono, inverno?

    Dra. Maura: Nessa estação ocorrem condições climáticas (seco e frio) que favorecem a proliferação de vírus. Além disso, há tendência das pessoas buscarem aglomerações ou mesmo locais fechados, o que favorece a transmissão desses agentes infecciosos – por contato interpessoal – mãos e partículas de secreções.

    Elas sempre começam com alguma coriza, tosse ou espirro e febre?

    Dra. Maura: Os quadros respiratórios de via aérea alta se iniciam desta maneira na maioria das vezes. A febre é frequente em quadros infecciosos e não está presente em quadros alérgicos. Coriza, tosse e espirro não ocorrem nas otites.

    Tem como cuidar da criança em casa (tratamentos e cuidados caseiros, nada de automedicação)?

    Dra. Maura: Há cuidados gerais, como boa alimentação, lavar as mãos com água e sabão, além de lavagem nasal com solução salina que devem ser feitos de maneira rotineira para prevenção. A lavagem nasal pode ser intensificada no início dos sintomas dos quadros de via aérea alta para alivio sintomático.

    Por que a automedicação pode ser perigosa?

    Dra. Maura: O uso de medicações sem prescrição médica pode: causar efeitos colaterais ao uso da mesma; mascarar sintomas da infecção atual; medicamento pode ser usado sem necessidade (por não ser indicado no quadro).

    Quando é necessária a visita ao pediatra?

    Dra. Maura: O pediatra deve ser visitado de rotina para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança e nos episódios de doenças agudas.

    Existe alguma faixa etária em que essas doenças podem ser mais preocupantes? Qual e por quê? Como agir nesses casos?

    Dra. Maura: Crianças abaixo de 2 meses devem ser avaliadas de imediato. No geral, quanto menor a criança maior a potencial gravidade da infecção. Nestes casos um médico deve ser consultado.

    Existe alguma idade em que é mais comum que as crianças fiquem doentes? Por quê?

    Dra. Maura: Teoricamente, crianças entre 2 e 4 anos apresentam de 8 a 11 episódios de infecção viral ao ano. Isto decorre da imaturidade do sistema imunológico associado ao início de atividades sociais (escola etc). Atualmente, o ingresso precoce nas escolas facilitou o aumento da frequência destas infecções.

    Verdade que crianças com alguma doença crônica ou alergia (como rinite ou asma) estão mais suscetíveis às doenças?

    Dra. Maura: A presença de alergia ou doença crônica causa uma redução nas defesas do sistema respiratório. Isto facilita a entrada de um agente infeccioso.

    É possível passar a temporada sem pegar nenhuma das doenças? Como?

    Dra. Maura: SIM! Devem-se manter as vacinas em dia, alimentação saudável com aporte de legumes e frutas in natura, realizar o repouso com horas de sono adequadas, prática de exercícios físicos. Além disso, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e realizar lavagem nasal ao menos duas vezes ao dia.

    A vacina faz toda a diferença, mas nem todas as famílias têm seguido à risca as vacinações das crianças. Qual a sua recomendação?

    Dra. Maura: A recomendação é vacinar-se. Em todas as faixas etárias há vacinas que devem ser recebidas: crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sugiro atenção ao calendário vacinal dos postos de saúde. As vacinas são disponibilizadas gratuitamente no Brasil e são seguras. Quem se vacina ajuda a sua própria saúde (evitando infecções) e a do próximo (ao diminuir a transmissão de doenças). Casos de câncer, hepatite etc. ou gravidez devem ser avaliados individualmente. Nas crianças, atenção à idade: cada vacina tem indicação em uma determinada faixa etária.

    Quais as suas dicas de modo geral para fugir das doenças de outono, inverno?

    Dra. Maura: Manter as vacinas em dia, alimentação saudável com aporte de legumes e frutas in natura, realizar o repouso com horas de sono adequadas, prática de exercícios físicos. Além disso, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e realizar lavagem nasal ao menos duas vezes ao dia.

    Sobre Dra. Maura Neves

    • Otorrinolaringologista
    • Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
    • Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
    • Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
    • Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
    • Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial – ABORL-CCF
    • Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP

    Assessoria de Imprensa: UPDATE COMUNICAÇÃO INTELIGENTE

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  • Novo site do Cultura Infantil

    Novo site do Cultura Infantil

    O novo site da Cultura Infantil

  • Os bebês e o cesto dos tesouros

    Os bebês e o cesto dos tesouros



    O cesto de tesouros é uma proposta que aprecio desde que comecei a me interessar pelo mundo dos bebês na pedagogia e me serve de inspiração em diferentes contextos.

  • MovimentArte: experiências com a dança-desenho

    MovimentArte: experiências com a dança-desenho

    MovimentArte é um ateliê de experimentações com o corpo e a arte, por meio de brincadeiras lúdicas, movimento corporal, imaginação, sensação, conexão, interação, apreciação e muitas descobertas.

    Os ateliês integram a dança, o grafismo e os ritmos sonoros possibilitando vivências abertas, criativas e ricas em expressões singulares.

    Essa proposta nasceu depois que participei de um treinamento com o Projeto Segni Mossi e me tornei multiplicadora de suas experimentações, porém há uma reflexão desse trabalho em diálogo com outros artistas de várias linguagens que pesquisam o corpo e o grafismo.

    Embora seja um projeto italiano, há inspirações brasileiras e estou refletindo sobre novas possibilidades conectadas as danças folclóricas, do qual esteve presente na minha formação como Brincante e me despertou, novamente, o desejo de aprofundar essa vivência.

    O Sesc Av. Paulista foi um dos lugares onde coloquei em prática esses saberes durante cinco sábados, com crianças de 3 a 7 anos e seus familiares. Nessas sessões tive vários desafios para coordenar: contar sobre a proposta, manusear o som, fotografar, observar, identificar necessidades, improvisar, brincar com as crianças e convidar os adultos a se conectarem com seus filhos.

    Foi uma das experiências mais lindas que já vivi, gostei muito dessa aproximação com as famílias, no sentido delas viverem a proposta junto com as crianças e muitas vezes aproveitar a experiência para si mesmo.

    Fotos: Marcela Chanan @culturainfantil

    A belezura de observar como as crianças se relacionavam com o material, o espaço, a liberdade de brincar e desenhar. Algumas famílias me procuravam para fazer…

    Aprecie as fotos e verá quantas possibilidades de desenhar!

    Desenhar deitado de costas, dando cambalhota, agachado, rolando o corpo no chão. Desenhar sem ver, inclinado, com as duas mãos, sozinho, em dupla, com a família…

    Desenhar em movimento, em pé, girando, correndo, dançando, deitado, ajoelhado, ao mesmo tempo que outra pessoa…

    Desenhar para experimentar gestos, se sentir livre, se expressar, deixar sua marca…

    Desenhar e pisar, rasgar, entrar, deitar, brincar no desenho…

    Desenhar com giz pastel, com o corpo, com tinta, com tecido…

    Desenhar em conexão consigo mesmo!

    Em dois sábados de encontros com educadores para dialogar sobre ateliê, levei a proposta MovimentArte para possibilitar experimentações e vivências com a dança-desenho: explorar, imaginar e descobrir para ressignificar o movimento, a dança, o desenho, as relações, o corpo…

    Fotos: Marcela Chanan

    As propostas quebram paradigmas em relação ao ensino das artes, que elas podem e devem se integrar, possibilitando vivências mais abertas, criativas e ricas em expressões singulares.

    Tive outras oportunidades de diálogo com educadores como no XVI Território da Arte de Araraquara, interior de São Paulo, onde também realizei essa proposta na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira com crianças entre 8 e 11 anos. E com um grupo de professores de educação física da rede pública de Osasco-SP, em parceria com o Sesc.

    Inclusive todo esse trabalho tem inspirado meu fazer com bebês e crianças pequenas, nessa relação entre o corpo e o desenho.

    Para que eu aprofunde o olhar e as reflexões para esse fazer, preciso me colocar n

  • Grafismo infantil: vivências com a arte

    Grafismo infantil: vivências com a arte



    “No que se refere a visualidade, as crianças podem aprender a utilizar diferentes ferramentas, suportes e materiais e experimentar diversas posições espaciais e corporais para desenhar (sentadas, em pé, deitadas de bruços etc.), assim como explorar variadas possibilidades de traçar garatujas, ocupar o espaço com traços emaranhados, riscos, círculos, espirais, de modo bem pessoal. Elas percebem que seus gestos produzem marcas estáveis, os desenhos. (…) As crianças podem aprender a usar novos materiais e ferramentas para explorar objetos e fenômenos que envolvam diferentes possibilidades de cor em seus desenhos e pinturas (…)”



    (OLIVEIRA, 2018, p. 60 e 61)



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  • Infância e Natureza: primeiras experiências.

    Infância e Natureza: primeiras experiências.

    No mês passado, publiquei um relato sobre vivências com a arte, mas antes das crianças entrarem em contato com os materiais artísticos, outros materiais são experenciados: os elementos da natureza! A arte primitiva é um exemplo que os primeiros materiais de arte do ser humano estão na natureza.

    Seja na arte ou no brincar, pois os dois estão conectados, o contato com a natureza é fundamental.

    O contexto desse relato é um espaço de educação não formal, que recebe diariamente um grupo de bebês e crianças pequenas no período da manhã. Me encantei com o quintal (terra, areia, água, pedras, àrvores frutíferas, etc) e tudo que acontecia ali tornou-se pesquisa diária.

    O uso do quintal é espontâneo, inclusive nos dias frios e chuvosos (dentro de um limite que não seja prejudicial a saúde), cada criança no seu ritmo e da sua forma, seja pelo movimento ou pelas explorações conectam-se com a natureza. São livres em suas ações!

    Um dia de chuva muito forte, sem quintal, é um dia agitado, cheio de tensões. Estar ao ar livre traz tranquilidade, fluidez e leveza.

    O papel do educador, é observar, intervir no espaço (disponibilizar caixotes, tecidos e outros materiais, avisar sobre reparos) e mediar os momentos em que são solicitados pelos bebês ou crianças pequenas. Como é um grupo multietário de 1 a 4 anos, a mediação é necessária nos processos de interação e algumas vezes nos desafios corporais como:

    • aprender abrir e fechar a torneira (água de captação da chuva) para não desperdiçar;

    • receber apoio verbal e presencial nas explorações motoras (as crianças sobem onde conseguem por conta própria, não colocamos nenhuma criança em lugar mais alto do que ela consiga subir ou descer sozinha, observamos e estamos pertinho caso seja necessário, mas não seguramos para que subam ou pegamos no colo, quem tenta e não consegue oferecemos outros lugares para subir, algumas vezes tentam até desistirem, outras choram um tanto frustradas, é um processo importante de conscientização corporal, dos seus limites, tema do qual tratarei em uma próxima publicação);

    • aprender a olhar as frutas que caem das árvores se não tem bicho e se há necessidade de lavar ou mesmo aprender a colhê-las e ajudar (amora, pitanga, acerola, jabuticaba, cereja, caqui, romã, goiaba).

    O adulto está sempre por perto, atento, disponível, inteiro no seu fazer, aberto ao imprevisto e em auto-observação (por exemplo, cuidar das próprias reações – exageradas – nas situações de queda ou no excesso de intervenção). Compartilha por meio de suas atitudes que aprecia a natureza (vai sentar no chão, tirar calçado, brincar na areia, no barro, com água), pesquisa, observa e valoriza a contemplação e o relaxamento.

    Assim como consideramos o espaço como educador, a natureza também é educadora com sua riqueza de materialidades, sensorialidades e plasticidade. É fonte de conhecimento e fornece múltiplas linguagens!

    Quando pensamos no brincar ao ar livre, precisamos incluir os bebês, eles são capazes e têm o direito a experiências fora da sala. Eles conhecem o mundo pela boca, então é comum experimentarem um pouco de pedra, areia, terra e logo perceberem que não é bom. Estão o tempo todo aprendendo e pesquisando, é um modo natural de existência, a origem da curiosidade humana!

    Pude observar que depois do 1 ano completo o interesse pelo quintal foi maior, antes os bebês (de 7 a 12 meses) tiveram o contato com os elementos da natureza em uma varanda ou no salão, de forma exploratória e sensorial. Talvez porque estar no quintal demanda primeiro o estabelecimento do vínculo com o adulto, depois desafios corporais, diversas sensações e outras crianças em ação; o quintal chega como um novo mundo e são todas essas informações de uma vez para lidar.

    Para algumas crianças colocar os pés na areia, na terra ou na água, é uma aprendizagem importante, pois veem como sujeira ou estranham a sensação.

    Elas se mostram com diferentes interesses: algumas permanecem por longo tempo, na areia, no balanço, no trepa-trepa, nas árvores, nas escadas de escalada, na casinha; outras investem no barro, na água, nas frutas ou transitam por todo ambiente. Essas pesquisas individuais se transformam com o tempo, das sensações, para os desafios corporais, para as relações, para criação de brincadeiras, etc.